Consciência Negra: 20 sugestões de filmes para refletir e se emocionar

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Escritores da Liberdade

Uma nova professora chega a escola tentando mostrar aos estudantes que aquilo que trazem de casa os das ruas faz sentido também dentro da sala de aula. Problemáticas como racismo, desigualdade social e exclusão social dão o mote do filme. Baseado em fatos reais, o longa mostra como a professora Erin Grunwell transformou a relação de aprendizagem em uma escola dividida por tribos. Escola marcada pela resistência dos estudantes em lidar com as diferenças, é por meio da professora que a discussão de cor e raça é trazida para as atividades, que incluem escrever sobre a história de vida de cada um.

Vista a minha pele

O vídeo ficcional-educativo traz em menos de 30 minutos uma paródia sobre como o racismo e o preconceito ainda são encontrados nas salas de aula do Brasil. Invertendo a ordem da história, o vídeo utiliza a ironia para trabalhar o assunto de forma educativa. Nele, negros aparecem como classe dominante e brancos como escravizados e a mídia só apresenta modelos negros como exemplo de beleza.

Cultura Negra 

O documentário, produzido pela da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), organizações sociais que combatem a intolerância religiosa e buscam por maior visibilidade da cultura negra. Um dos objetivos do vídeo é contribuir com o debate entorno da Lei nº10639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e a inclusão, no calendário escolar, do dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra.

Olhos azuis

O documentário mostra como foi o trabalho desenvolvido pela educadora norte-americana Jane Elliot, que realizou atividades de conscientização tanto com crianças quanto com adultos brancos, em 1968. O vídeo mostra o processo de conscientização realizado durante as oficinas, no qual os brancos poderiam sentir a discriminação sofrida por negros.

Ao mestre com carinho

Um engenheiro desempregado começa a lecionar em uma escola pública da periferia de Londres, formada por estudantes rebeldes e também racistas. Aos poucos, ganha a confiança, amizade e respeito dos alunos.

Mãos talentosas

O filme conta a história de um menino pobre do Detroit. Desmotivado por tirar baixas notas na escola, era motivo de bullying de forma frequente. Incentivado a estudar pela mãe, que voltou a estudar já adulta, Ben Carson torna-se diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins aos 33 anos, em Baltimore, EUA.

Encontrando Forrester

O filme trata sobre a história de Jamal, um adolescente do Bronx que vai estudar em uma escola de elite de Manhattan (EUA), mas continua sofrendo discriminação e preconceito por conta de sua cor. Com a ida, conhece o talentoso escritor William Forrester, que percebe seu talento para a escrita e o incentiva a prosseguir nessa área.

Mentes Perigosas

A professora Louanne Johnsonganhar dinheiro com artesanato entra em uma escola da periferia norte-americana e é hostilizada pelos alunos. Percebendo que seu método de ensino não está funcionando Louanne passa a se envolver mais com a diversidade cultural de seus estudantes e, assim, percebe melhor as dificuldades que passam.

Entre os muros da escola

François Marin atua como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, na periferia de Paris, composta por estudantes de diversos países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Ele e seus colegas docentes tentam buscar diversas ações para ensinar os estudantes, mas ainda assim encontram dificuldades, dada as condições socioeconômicas em volta da unidade escolar.

Separados mas iguais

Baseado em fatos reais, Separados, mas iguais narra a disputa entre pais de alunos negros  e juízes do Condado de Claredon, na Carolina do Sul, no início dos anos 1950. Na época, as escolas separavam os alunos brancos, que claramente tinham acesso à educação de maior qualidade e acesso à verba para manter a estrutura das escolas. Um diretor da escola tem o pedido de um ônibus escolar negado e, com o apoio do pai de um de seus alunos, entra com processo contra o Estado, alegando a inconstitucionalidade na existência de escolas diferenciadas para negros e brancos.

11. Sarafina – o som da liberdade

Com Whoopi Goldberg no papel principal, o filme conta a história de uma professora sul-africana que não aceita ver seus estudantes se sentindo diminuídos. Em um processo educativo permanente, ela ensina seus alunos negros a lutarem por seus direitos e compreenderem a sociedade em que vivem, não esquecendo que podem diariamente transformá-la.

12. Preciosa, Lee Daniels

O filme conta a trajetória de Claireece “Preciosa” Jones, uma garota negra que sofre diversas dificuldades. Quando criança, é abusada e violentada pelos pais. Cresce pobre e passa por uma série de discriminações por ser analfabeta e acima do peso. Após muita insistência pessoal e com a ajuda de uma educadora que muito acredita na sua possibilidade de mudança, Preciosa dá a volta por cima.

13. Alguém falou de racismo

O filme mistura trechos documentais e ficcionais para contar a história de um professor que decide provocar seus estudantes a pensarem sobre o preconceito racial e a construção da sociedade brasileira que sistematicamente segregou negros e brancos.

Pantera Negra

Pantera Negra é um dos poucos filmes de super-herói que se sobressai a este rótulo. É claro, você pode apenas interpretá-lo como apenas uma aventura do bem contra o mal, ambientada no reino fictício de Wakanda, mas fica o aviso: esta é apenas uma das diversas camadas deste filme da Marvel.

“Você tem filmes de super-heróis que são dramas ou comédias de ação, mas Pantera Negra lida com questões de descendência africana”, disse o diretor Ryan Coogler à revista Time. A produção do longa se inspirou em diversas comunidades da África para criar as roupas dos povos que aparecem em tela, trabalho reconhecido nas indicações ao Oscar de figurino e design de produção.

A história do Rei T’Challa virou um fenômeno nos Estados Unidos. A atriz Octavia Spencer, assim como outros artistas de lá, comprou uma sessão inteira para que crianças negras carentes pudessem conferir o filme. Além disso, a Disney, distribuidora do longa, organizou sessões gratuitas em janeiro deste ano, em comemoração ao Mês da História Negra. Pantera Negra, certamente, merece ser visto.

O Ódio que Você Semeia

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(Reprodução/Divulgação)

Relatando algo que acontece constantemente, O Ódio que Voce Semeia segue a adolescente Starr (Amandla Stenberg), que presencia o assassinato de seu melhor amigo. Ambos negros, Khalil (Algee Smith) leva um tiro de um policial branco dentro do seu carro, sem ter provocado nenhuma violência ou ter cometido um crime. Após o acontecimento, Starr precisa testemunhar no tribunal, mas durante o processo sofre uma série de chantagens para abafar o caso. Apesar de ser um filme voltado mais para o público juvenil, ele não deixa de lado a face real da injustiça e racismo.

Corra!

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 (Reprodução/Divulgação)

Um dos maiores sucessos de 2017 e o primeiro filme com Jordan Peele na direção, Corra! discute racismo de uma forma que começa sutil, com apenas aquele desconforto inicial de quem sabe o que é sofrer discriminação velada. A apreensão de Chris (Daniel Kaluuya) ao conhecer a família branca da namorada é compreensível, até mesmo esperada. Já seria uma boa demonstração de como negros são afetados pelo racismo se não tivesse todo o segredo pavoroso da família Armitage, mas, com a reviravolta, tudo fica ainda mais perturbador.

Selma – Uma Luta Pela Igualdade

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Cena do filme ‘Selma – Uma Luta Pela Igualdade’ (Reprodução/Divulgação)

Dirigido por Ava Duvernay, Selma – Uma Luta Pela Igualdade também é inspirado em uma história verídica. O filme relata a jornada do maior líder do movimento dos direitos civis do negros nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) para organizar a marcha de Selma para Montgomery, um de seus atos de protesto mais conhecidos. O pastor, que foi assassinado em 1968, continua sendo um representante da luta que a comunidade negra enfrenta.

Infiltrado na Klan

Em 1978, um policial negro consegue se infiltrar na Ku Klux Klan, organização dos EUA que defende a supremacia branca – racistas, em bom português. Parece uma história inventada, ao estilo dos filmes de Quentin Tarantino, mas acredite, é real.

Infiltrado na Klan é mais um trabalho do diretor Spike Lee, conhecido pelos seus filmes que abordam a cultura e o movimento negro. De acordo com alguns críticos, o longa merece o Oscar desse ano tanto pelo tema abordado quanto pelo histórico do cineasta. Lanre Bakare, do The Guardian, escreveu: “[Com Infiltrado na Klan,] Lee não apenas apresentou uma lição oportuna sobre como a história se repete, mas também mostrou por que ele é um dos poucos verdadeiros heróis cinematográficos que operam hoje.”

Green Book – O Guia

Sul dos Estados Unidos, 1962. O pianista negro Don Shirley roda o país em uma turnê acompanhado do seu chofer/guarda costas Tony Vallelonga, descendente de italianos. Durante a viagem, eles utilizam o livro verde que dá título ao filme, um guia da época que ajudava a encontrar hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos onde negros eram aceitos normalmente.

Pois é. Até meados dos anos 1960, a segregação racial era institucionalizada nos EUA, e Green Book é mais um dos filmes que retrata esse período. Com boas atuações e um roteiro que alterna entre a comédia e o drama, o longa é um dos favoritos para levar o prêmio máximo de 2019.

Se a Rua Beale Falasse

Baseado no livro homônimo do escritor James Baldwin, Se a Rua Beale Falasse acompanha a história de Tish, uma jovem negra que, nos anos 1970, luta para provar a inocência do namorado, Fonny, preso injustamente pela polícia de Nova York.

O filme é o terceiro trabalho de Barry Jenkins, que também dirigiu Moonlight, vencedor do ano passado, e é um sensível relato sobre como a discriminação e a violência policial pode impactar uma família. Helen O’Hara, crítica de cinema da revista Empire, ressalta a valorização que Jenkins faz de seus personagens: “É um filme lindo, mas pesado também. Ele humaniza os homens negros de uma forma que a mídia, muitas vezes, não faz.”

Rua Beale não veio com a mesma força que o seu antecessor e concorre em apenas três categorias (atriz coadjuvante, roteiro adaptado e trilha sonora), mas tinha mérito suficiente para ficar com uma das vagas que sobraram para Melhor Filme.

Black Sheep

Este documentário, produzido pelo jornal The Guardian, concorre ao prêmio de Melhor Documentário em Curta-Metragem. Em 25 minutos, é possível acompanhar a história do jovem Cornelius. Quando criança, ele presenciou um brutal assassinato de outro jovem negro. Assustada com o fato, sua família decide se mudar de Londres para uma pequena cidade no interior da Inglaterra, a fim de escapar da violência.

No entanto, o que eles encontram ao chegarem é uma sociedade extremamente racista, na qual a discriminação está intrínseca desde cedo nas crianças de lá. Black Sheep, narrado em primeira pessoa, fala de uma maneira crua e direta sobre preconceito, aceitação e sobre como é preciso se adaptar para sobreviver em um ambiente hostil.

FONTES DE PESQUISA PARA O POST: https://super.abril.com.br/cultura/5-filmes-do-oscar-2019-para-entender-racismo/https://www.geledes.org.br/5-filmes-para-refletir-e-aprender-sobre-racismo/; https://educacaointegral.org.br/reportagens/13-filmes-que-discutem-racismo-na-educacao/

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